Pedalada Serramar 2010

Quatro Dias na Serra Gaúcha

Serramar Ride 2010 – Four Days in The Gaucho´s Sierra

 

 

 

 

Este é o relato da cicloviagem que realizei no final de fevereiro de 2010 pela região dos Campos de Cima da Serra no Rio Grande do Sul. Trata-se da tradicional Pedalada Serramar que tenho realizado desde 2001 nesta época do ano (www.marcosnetto.com.br/bike/serramar2009.htm,   www.marcosnetto.com.br/bike/serramar2008.htm

www.marcosnetto.com.br/bike/serramar2007.htm). O nome se deve pelo fato do local de partida ser um dos municípios da serra e a chegada no litoral do estado. Por motivos alheios a minha vontade o percurso da viagem deste ano teve de ser alterado, fazendo que o local de saída e chegada fossem os mesmos; mas mantive o nome “Serramar” por razões sentimentais.

 

This is the story of a bike tour I made in February 2010 in Rio Grande do Sul highlands, in Brazil. Ever since 2001 I have been doing this kind of ride (www.marcosnetto.com.br/bike/serramar2009.htm,   www.marcosnetto.com.br/bike/serramar2008.htmwww.marcosnetto.com.br/bike/serramar2007.htm)which I named Pedalada Serramar – Sierra to the sea ride – because it goes from the highlands of southern Brazil to the shores of Rio Grande do Sul. Due to logistical problems I had to change the route this year, making the departure and arrival locations the same. However, for sentimental reasons I kept the name “Serramar”,

Dia 1 – Day 1

 

 

Meu objetivo principal seria chegar até a cidade de São José dos Ausentes, RS, o município situado na região mais alta e mais fria do estado. Por duas vezes eu já havia tentado chegar lá pedalando sem sucesso. Então após cuidadosa preparação e seleção do equipamento para a viagem, iniciei o percurso na turística cidade de Canela.

 

Quando eu me refiro a “preparação cuidadosa”, isto significa que pelo fato de estar pedalando por uma das regiões mais inóspitas do estado eu teria de estar pronto para eventuais problemas mecânicos e também mudanças meteorológicas, fato comum na região. Além disso, a beleza da região é diretamente proporcional às péssimas condições das estradas, como veremos a seguir.

 

My goal was to reach the town of São José dos Ausentes, RS, a city located in the highest and coldest part of the state. I did try this twice before without success. So after careful planning and selection of equipment, I started the ride in the tourist city of Canela.

 

By “careful  planning” I mean that I would be cycling in one of the most difficult and wildest parts of the state, and I wanted to be ready for any mechanical problems. Rapid climatic changes are also common in that area, but the beauty of the scenery is proportional to the terrible road conditions, as we will see.

 

 

 

 

Além disso, eu queria colocar a prova a minha bike de cicloturismo, uma Surly LHT, montada há cerca de um ano e ainda sem ter realizado uma “viagem de verdade” com tudo a que se tem direito. E para minha satisfação, tudo funcionou perfeitamente!

 

I also wanted to put my new touring bike to the test. The Surly Long Haul Trucker (LHT) was built about a year ago and had not yet been tested on a full-sized tour. To my great satisfaction everything turned out smoothly.

 

 

 

E como novidade para este passeio, resolvi enviar periodicamente fotos pelo Twitter (www.twitter.com/marcosnetto) para que meus amigos e família pudessem acompanhar por onde eu estava passando, e rastrear o trajeto através do Nokia Sports Tracker, cujo caminho, velocidade, distância e variações de altitude são registrados no celular Nokia N95 8GB e ao final do dia enviados para o website, cujo link está logo em seguida para ser acessado.

 

This year I tried new things. My family and friends could follow my tour online by accessing www.twitter.com/marcosnetto and track the route with Nokia Sports Tracker (linked at the end of every day´s report) that had daily updates from my Nokia N95 8GB cell phone.

 

 

Bem, chega de conversa fiada e vamos para a estrada. Saímos de Canela pela rodovia RS-235 em direção a São Francisco de Paula. Mas logo em seguida deixamos o asfalto para seguir rumo norte pela RS-476 em direção a vila de Lajeado Grande.

 

Well let´s cut to the chase and hit the road. I left Canela taking the RS-235 road to São Francisco de Paula. Shortly after that I turned left ,leaving the pavement to go north on the RS-476 towards Lajeado Grande district.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Este trecho de aproximadamente 40 km transpõe o rio Santa Cruz no chamado Passo do Inferno, que provavelmente tem esse nome simpático devido à “facilidades” que os primeiros aventureiros devem ter tido no local.

 

This 40 km stretch crosses the Santa Cruz river in the so-called Hell´s Passo, which probably got this nice name due to the hardships the first adventurers had trying to cross the river.

 

 

Ponte do Passo do Inferno – Hell´s Passo bridge

 

 

A beleza do lugar é impressionante. Fiquei imaginando o porquê desse nome? Bem, a resposta viria logo a seguir...

 

The beauty of the location is impressive. I was wondering why they gave such name to the place? Well, the answer would soon follow…

 

 

 

 

 

 

Veja a pequena ponte de pedestres ao pé da cachoeira – See the small pedestrian overpass on the bottom of the falls

 

 

 

 

 

 

 

O “inferno” começou logo em seguida. Para transpor o rio pelo Passo do Inferno é necessário fazer uma longa descida que, obviamente, tem como seqüência uma longa subida. Nada demais a não ser pelo fato de que as subidas nessa região são todas muito inclinadas (veja no Sports Tracker) em uma distância muito curta. E principalmente, todas com pedras soltas em toda a extensão do trajeto...

 

“Hell” broke loose soon afterwards. To cross the river at Hell´s Passo, one must make a long descent that is obviously followed by a long ascent. No big deal, besides the fact all ascents in this area are really steep (see Sports Tracker) over very short distances. And all of them have loose gravel on the route…

 

 

 

 

Claro que a beleza da paisagem compensa o esforço...

 

 Of course, the effort is paid off by the beautiful scenery ...

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui eu já estava sentindo os efeitos do tal inferno. Por volta do meio-dia o calor já era escaldante. Quem foi que disse que na serra gaúcha faz frio? (risos)

 

By noon I was already feeling the effects of such hell. The heat was terrible. Who ever said that it´s really cold in the sierras of Rio Grande do Sul? (L O L)

 

 

 

 

Aqui duas sugestões que não são novidade para ninguém mas que às vezes são esquecidas por alguns, com conseqüências desastrosas. Primeiro, leve água. Muita água. Às vezes os colegas ficam fazendo graça com a quantidade de água que eu carrego. Nesse trecho cheguei a pedalar por várias horas sem encontrar nenhum local com água disponível. Segundo, use protetor solar, de forma contínua e generosa. Com os índices de radiação UV em níveis altíssimos, fui obrigado a repetir a aplicação do bloqueador solar FPS 50 quatro a cinco vezes por dia. E não havia uma nuvenzinha sequer para dar um refresco. Além disso como mostram as fotos, existem trechos em que não existem árvores na beira da estrada para descansar à sombra.

 

I would like to make two suggestions for other bike tourists. Nothing new, but forgetting could bring disastrous consequences. First, BRING WATER. LOTS of water. Sometimes my buddies make fun of me because of the amount of water I take on my tours. In this area I did ride for many hours without finding a place to get drinking water. Second, always use a generous amount of sunscreen. With the UV radiation levels peaking at the highest in many years, I was forced to re-apply a 50 SPF sunscreen four to five times a day. Not even a dark cloud came over in the sky. As the photos show there were not many trees by the road to provide a resting place in the shade.

 

 

 

 

Devido à dificuldade do terreno, só consegui chegar a Lajeado Grande às 14 horas. Ainda peguei o resto do buffet no único restaurante local. Após um descanso de cerca de 1 hora, parti novamente rumo à Jaquirana, meu objetivo do dia. Aí é que cometi um erro estratégico...

 

 Due to the road difficulties I could only reach Lajeado Grande after 14 hours. The only local restaurant was about to close after lunch. I rested for about an hour, then left for my goal for the day, the city of Jaquirana. Then I made a strategic mistake…

 

 

 

 

Em vez do meu plano original de seguir pela RS-476 até Jaquirana (estrada de chão batido), fui dar ouvidos ao açougueiro local (que disse ser natural de Jaquirana...) que eu deveria seguir rumo leste pela RS-453 (a Rota do Sol) até Várzea do Cedro e depois seguir pela RS-110 até Jaquirana. Isso aumentaria “apenas” em 30 km meu percurso. Porém eu evitaria pedalar 24 km em estradas de chão batido, que eram na verdade pedras soltas por tudo quanto era lado.

 

My original plan was to keep on RS-476 (gravel road) up to Jaquirana. But while talking to the local butcher (who mentioned he was a native from Jaquirana) he suggested I should go east using RS-453, and then go north at the RS-110 up to Jaquirana. That would “only” increase the total distance in 30 km. The bonus would be avoiding a 24 km ride on gravel (more likely rocks all over the place).

 

 

 

 

Pareceu-me um bom negócio e lá fui eu. Mas eu não contava com um vento danado que me pegou de frente. Em vez de pedalar numa velocidade de 20 ou 25 km/h eu só conseguia manter 8 ou 10 km/h. Além disso, a distância  informada pelo açougueiro era na verdade 71 km, dos quais metade sem asfalto... Pelo menos a paisagem compensava o aumento.

 

 That seemed to be a good deal so there I went, and I was not ready for the strong winds that were right in my face. Instead of riding at an average of 20 or 25 km/h, I could only make 8, or at most 10 km/h. Besides that, the distance mentioned by the butcher was really 71 km and about half unpaved. Well, at least the scenery was worth the increase in the distance.

 

 

 

 

Plantação de maçãs – Apple trees

 

 

 

 

 

 

O dia estava chegando ao fim. A beleza da paisagem e a luz perfeita para fotografar não anunciavam o que viria a seguir.

 

Daylight was about to fail. A beautiful passage and perfect light for photographing did not portend what was about to happen.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A sede do município estava “só” a 35 km quando anoiteceu. Para melhorar as coisas, o asfalto acabou logo em seguida, significando que além de pedalar nas pedras e no escuro, a média horária cairia ainda mais. Pelo menos eu havia tido a idéia de ligar para a pousada em Jaquirana antes da bateria do celular morrer avisando que eu chegaria por lá por volta das 22 horas.

 

Resultado do “conselho do açougueiro”: acabei pedalando por cerca de 4 horas em total escuridão até chegar a Jaquirana. O trecho final de 14 quilômetros após sair da RS-110 é uma sucessão infernal de buracos e pedras soltas. O pior de tudo foi ter de fazer uma descida de uns 5 ou 6 km passando de 1000m para 600m para cruzar o Rio Camisa e depois ter de subir tudo de novo até 1100m para chegar à cidade.

 

O que realmente dificulta numa descida dessas não é a escuridão, mas sim o fato de ter de descer com os freios da bike acionados o tempo todo, pois caso contrário a velocidade aumenta muito e o risco de acidente torna-se muito grande. Numa MTB isso é fácil. Mas minha bike possui STIs...

 

A estrada passa por dentro de uma floresta e o frio danado dos Campos de Cima da Serra passou à um calor tremendo. Sem o vento, o suor escorria para valer e pedalar tornou-se uma tortura. Solução: empurrar a bike com 15 kg de bagagem serra acima. No escuro.

 

Cheguei a Jaquirana depois das 21 horas. Cansado, suado, com fome e sede. Para minha absoluta sorte, bem em frente à pousada havia um restaurante que estava ainda aberto. Sob o olhar de incredulidade do proprietário, pedi uma janta dizendo que comeria “qualquer coisa que estivesse à disposição, sem reclamar” (risos). Depois de uma saborosa a-la-minuta e uma cervejinha, fui para a pousada para o merecido descanso.

 

Ficam aqui as dicas para quem se aventurar por cidadezinhas do interior do nosso Brasil: ligue antes e reserve um lugar para dormir caso contrário você pode chegar encontrar todo mundo dormindo. E chegue cedo, pois nesses locais o pessoal encerra tudo cedo mesmo; e você corre o risco de não encontrar nada aberto, nem mesmo uma lancheria, e ter de dormir ao final de uma pedalada com fome. Isto não é divertido.

 

 

Downtown Jaquirana was “only” 35 km away into the sunset. To make things worse, the paved road ended, and I had to pedal in the dark on gravel. At least I had the forethought to call the hotel before the cell phone battery went dead. I told them I was going to show up about 2200 hours there.

 

By following the butcher´s advice I ended up riding 4 hours in total darkness up to Jaquirana. After leaving RS-110, the 14 km final stretch is an endless succession of loose rocks and potholes. Worse than that, I had to make the 1000 meters descent to 600 meters in 4 or 5 km in order to cross the Camisa River, then I had to climb all it up again to 1100 meters altitude to get to the town.

 

What really makes things tough in such situations is not the darkness, but the fact that when descending the hill it´s necessary to keep braking at all times. Otherwise the risk of an accident becomes too high. No big deal if you´re riding a MTB. But I had STIs on my touring bike.

 

The coolness or riding downhill become a river of sweat on the next portion of the road. I did cross a forest and had to push the fully loaded touring bike all the way up again. Torture in the complete darkness!

 

I got to Jaquirana by 2100 hours, tired, thirsty and hungry. To my great luck there was a small restaurant still open right in front of the hotel. Under the amazed eyes or the owner I ordered a dinner, saying that, “I would eat whatever he would offer me without complaining (LOL)”. After a delicious dinner and a beer I checked into the hotel for a well-deserved rest.

 

If one´s willing to visit small towns in the countryside in Brazil I would strongly suggest calling in advance to make reservations. Otherwise you may find everybody sleeping when you get there. Do not get there late in the evening. People close their businesses early, and you may not find anything open; not even a snack bar. It´s not fun to go to bed hungry after a long day´s ride.

 

 

 

 

 

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2136992

(o trajeto não está completo, pois a bateria do celular “morreu” 4 horas antes da chegada no destino... Route is not complete because the cell phone´s battery went dead four hours before reaching the destination)

 

Estatísticas do dia:                                                 Stats of the day

Horário de saída: 08h15min (Canela – RS)               Departure time

Horário de chegada: 21h15min (Jaquirana – RS)      Arrival time

Quilometragem total: 113,4 km                              Total distance

Tempo total de viagem: 13h00min                          Total trip time

Velocidade média de viagem: 8,7 km/h                    Average speed

Tempo efetivo de pedal: 9h33min                           Effective riding time

Velocidade média efetiva de pedal: 11,8 km/h          Effective average riding speed

 

 

Dia 2 – Day 2

 

 

 

O segundo dia começou bem cedo. Após um belo café da manhã numa padaria local (a pousada não oferece café...), resolvi seguir para São José dos Ausentes. Minhas opções eram voltar 14 km por onde havia chegado e depois seguir pela RS-110 até Bom Jesus e então via BR-285 que foi recentemente asfaltada no trecho entre Bom Jesus e Ausentes, ou então pegar um caminho “mais curto” até a BR-285 que levaria até o asfalto em uma distância bem menor.

 

I got up quite early the second day. After a nice breakfast in a small coffe shop (the hotel did not offer any meals) I took off to São José dos Ausentes. I had two options: going back 14 km the same road I had used to get to Jaquirana and then going north using RS-110 to Bom Jesus, or taking a “shortcut” to  the recently completed  BR-285 to Ausentes.

 

 

 

 

A princípio tudo foi uma maravilha. A estrada “curta” passava por dentro de florestas de pinus e araucárias. Lindas paisagens, sombra e uma brisa fresca eram uma constante. Muito diferente do que eu havia experimentado no dia anterior.

 

 At first everything went smoothly. The “shortcut” passed through forests of pine trees.  Beautiful scenery, shade, and a cool breeze were my companions. Way different from what I had experienced the day before.

 

 

 

 

 

 

Claro que a estrada não era nenhuma maravilha. E a descida começou outra vez...

 

Of course the road was not any wonder. And there I again had to descend…

 

 

 

 

Aqui faço uma pausa para elogiar o equipamento. Apesar de toda a pedreira e da buraqueira infernal, não tive qualquer problema com pneus rasgados ou furados em todo o percurso. Os pneus Schwalbe Marathon Plus são excepcionais para este tipo de aventura, sendo os preferidos de 9 entre 10 cicloturistas de aventura que conheço.

 

Here I take a break to praise my equipment. Even through all the loose rocks and potholes I had absolutely no problems at all with flats or torn tires. Nine out of ten long range bike tourists prefer the outstanding Schwalbe Marathon Plus for bike tires.

 

 

 

 

Por via das dúvidas, duas câmaras de reserva, duas bombas de encher pneu, um kit para reparos além de um pneu dobrável reserva (Schwalbe Marathon Extreme) estavam nos alforjes. Sabe como é: “seguro nunca é demais...”.

 

I brought along two spare tubs, two pumps, a puncture repair kit and a Schwalbe Marathon Extreme spare tire, all neatly packed in the panniers. Like someone once said: “Better safe than sorry…”.

 

Belíssima vista do Rio das Antas – Fantastic view of the Antas´ River

 

 

 

 

 

 

Logo após a descida da serra cruzamos o Rio das Antas em uma ponte de concreto bem rústica. Isto só é possível quando o rio está com seu nível baixo, pois em épocas de enxurrada as águas transbordam e a ponte fica coberta, apesar da grande largura do rio.

 

Upon completing the descent I crossed the Antas´River. The low bridge only allows crossing when there has not  been much rain, otherwise even though the river is quite wide the water flows over the bridge.

 

 

 

 

 

 

 

Poucos metros depois de cruzar a ponte do Rio das Antas cruzamos com a ponte do Rio Camisa, que é um afluente do primeiro.

 

Shortly after the Antas´ River bridge, I crossed the second bridge at Camisa River.

 

 

 

 

A “moleza” do dia acabou por aí. A subida que viria a seguir foi uma das coisas mais danadas que já passei em minha carreira de ciclista. Uma subida de apavorar até mesmo os habitantes locais, quanto mais um cicloturista carregado com 15 kg de bagagem. Não tem jeito...O negócio é empurrar a bike serra acima, pois pedalar nas pedras soltas é praticamente impossível. Para isso o uso de sapatilhas com cravos é fundamental, pois um tênis ou calçado liso faz com que os pés percam a tração escorregando o tempo todo.

 

That was the end of the easy part. Going uphill next would be one of the toughest I have experienced in my cycling career. If local inhabitants are scared to climb that, how could I not be? With a 15 kg load in the bike and loose gravel all over, pedaling became impossible, so I had to push the gear. Fortunately, my cycling shoes had a special sole that gave me enough traction not to slide in the rocks.

 

 

 

 

O calor estava demais e qualquer trecho por dentro da floresta de mata nativa era uma bênção. Nesses locais eu aproveitava para retomar o fôlego, beber água (muita água! Cheguei a beber 6 litros nesse dia!) e reaplicar filtro solar.

 

Heat ! Heat almost unbearable, and any portion of native forest with shade became a blessing so I could take a breath,  re-apply sunscreen, and drink water. Lots of water! On that day I drank 6 liters of water.

 

 

 

 

 

 

Eventualmente eu era acompanhado na estrada pelos moradores locais ...

 

Eventually I had the company of local inhabitants…

 

 

 

 

E a paisagem continua valendo a pena!

 

Scenery is still worthwhile!

 

 

 

 

 

 

 

 

Após subidas e mais subidas, de quase ficar sem água e de passar um calorão tremendo, finalmente cheguei a BR-285 e ao asfalto. Para variar, o vento leste me pegou de frente outra vez, fazendo com que o trecho final até Ausentes fosse bastante difícil, apesar de eu ter a estrada só para mim.

 

After many climbs, steaming hot temperatures, and almost running out of water, I finally got to the BR-285 asphalt road. Again the wind was coming from the east and in my face, making the final stretch to São José dos Ausentes the most difficult one, even with having the road just to myself.

 

 

 

 

E finalmente!

 

At last!

 

 

 

 

 

 

Objetivo alcançado!

 

Target reached!

 

 

 

 

Buenas, eu já estava lá em Ausentes (Dá para notar a felicidade do sujeito).

Meu plano inicial era seguir até o distrito de Silveira, para pernoitar no Cachoeirão dos Rodrigues. Mas naquela hora da tarde não me pareceu sensato puxar mais 30 km de estradas de chão que, segundo todos estavam “muito boas”. Mas eu já havia descoberto que esse pessoal do interior tem uma outra noção de distâncias e do que é uma estrada boa. Resolvi então ficar em um lugar mais próximo é que é Fazenda dos Ausentes, distante apenas 4 km do centro da cidade. (Os moradores locais juram que são somente 2 km de distância. Mas meu ciclocomputador não se engana. – risos -)

 

Well, I finally got to Ausentes (one can notice how happy I was). My original plans included riding up to the Silveira District to stay at the Cachoeirão dos Rodrigues farm. But it did not sound wise at that time to try for another 30 km ride on roads that—according to local folks—“were pretty good!” At that time, I was already aware that these countryside folks have a different perspective for what is and what is not a good road. I then decided to stay overnight in the nearest place. Ausentes Farm (established 1729) is only 4 km far from downtown Ausentes (even tough local people swear to God it´s only 2 km. But my cyclocomputer doesn´t lie to me…( L O L ).

 

 

 

 

A fazenda foi fundada em 1729 e tem permanecido na mesma família geração após geração. Desde 1992 foi aberta ao público como pousada pela família Borges Velho proprietária do local.

 

The farm was settled in 1929, and it remains in the same family as then. In 1992 it was open to the public by the Borges Velho family as a bed and breakfast hotel.

 

 

 

 

As taipas (cercas de pedra) são a marca registrada do local, e foram construídas há mais de 250 anos como forma de proteção contra ataques de índios e de castelhanos, e também para manter o gado preso.

 

The “taipas” (stone barricades) are a local trademark. They were built 250 years ago as a way to protect the first settlers from the Indians, Spaniards, and also to keep the livestock secure.

 

 

 

 

 

 

A pousada é simples e confortável. Para quem deseja maior privacidade, existem pequenos chalés a disposição dos hóspedes. Eu preferi ficar hospedado na própria casa da fazenda.

 

The hostel is simple and cozy. If one wished for more privacy. There are three cabins for the guests. I chose to stay in the farm´s big house.

 

 

 

 

 

Aqui novamente a sugestão: verifique antes as condições de acomodação e alimentação. Eu havia recebido informações dos proprietários de que a hospedagem incluía meia pensão (café e jantar). Mas após estar instalado na pousada, fui informado de que eu era o único hospede e que por esse motivo não haveria jantar. Logo, eu deveria procurar alimentação na sede do município.

 

Claro que isso não foi agradável. Eu já estava até sonhando com o sabor daquela comida de fazenda (risos). Tive então de deslocar-me até o centro da cidade. As 19h30 em plena segunda-feira estavam todos fechados, inclusive as lancherias que fazem xisburguer. Para minha sorte o único posto de combustível local tinha um freezer cheio de comida congelada e tive de contentar-me com uma pizza pré-pronta. Melhor do que nada...

 

Here is another suggestion: check in advance about the food and lodging conditions. I got the information from the farm´s owner that I was going to have dinner and breakfast included during my stay there. But once I got my bags in the room I was informed I was the only guest for the evening, so there would be no dinner available, and I was told I should go to the city for a meal.

 

Of course that was not very welcome. I was already imagining the taste of a homemade meal (L O L). But I went downtown to find out that at 19:30 hours on a Monday evening everything was closed, even the fast food restaurants. But I did not ran out of luck. The only gas station in town had a freezer full of frozen food and I was able to buy a pizza. Better than nothing…

 

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2136997

 

Estatísticas do dia:                                                 Stats of the day

Horário de saída: 08h15min (Jaquirana – RS)           Departure time

Horário de chegada: 15h45min (Ausentes – RS)       Arrival time

Quilometragem total: 53,5 km                                Total distance

Tempo total de viagem: 7h30min                                     Total trip time

Velocidade média de viagem: 7,1 km/h                    Average speed

Tempo efetivo de pedal: 5h45min                           Effective riding time

Velocidade média efetiva de pedal: 9,2 km/h            Effective average riding speed                      

 

 

Dia 3 – Day 3

 

 

 

O terceiro dia começou bem cedo. Após o café e arrumação da bagagem na bike, parti em direção a Cambará do Sul. Apesar de a temperatura estar em 10 graus (também descobri que o pessoal local tem uma noção diferente de frio e calor no que se refere à temperatura...), o dia belíssimo sem qualquer nuvem no céu já era prenuncio de um forte calor que viria a seguir.

 

My third day had also an early start. After breakfast and packing all my stuff, I left for Cambará do Sul. The temperature was a “nice” 10 degrees Celsius (about 50 degrees Fahrenheit). I also found out that local folks have a different idea of cool and heat regarding the weather. The cloudless sky forecast yet another very hot day.

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de ter recebido uma sugestão de seguir para Cambará por uma estrada “boa e mais curta” (desta vez eu não aceitei a dica...), resolvi fazer os 55 km pela RS-020 rumo sul em direção à cidade vizinha.

 

I also received a suggestion to get to Cambará by a “nice and short” local road. This time I did not accept the tip, and decided to go south using the RS-020 road to the neighbor city.

 

 

 

 

 

 

No inicio estava tudo bem. Os trechos municipais de estradas em Ausentes são relativamente bem cuidados pela prefeitura local, e as pedras não chegavam a incomodar muito.

 

City roads in Ausentes were very nice at the start. City hall takes good care of the ways and the loose grave did not bother very much.

 

 

 

 

O caminho passa pelo conhecido Vale das Trutas, atração turística local que como o próprio nome diz, relaciona-se com a pesca de trutas. Para quem gosta, um prato cheio.

 

Along the way I saw a local tourist attraction. For those who like fishing, the Trouts´Valley is a must-visit place.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vista aérea do Vale das Trutas – Aerial view of the Trouts´  Valley

 

 

 

 

Mas já vamos avisando: no inverno, melhor época para a pescaria, a temperatura pode chegar a 10 graus negativos. Geadas constantes e nevascas são características do local. Prepare o casacão e o gorro se estiver interessado em ficar no local.

 

Warning! Take your skull cap and your heavy coat along if you plan to visit the place. Winter is the best fishing season and temperature goes down to (-)10 centigrade. Snow is common there.

 

 

 

 

Deu para notar que a passagem pelo vale incluiu uma descida e, obviamente, uma subida fortíssima. Mas isso foi compensado por uma boa estrada para pedalar logo após o Posto Fiscal no entroncamento da RS-020 com a BR-285, onde consegui desenvolver fantásticos 20 km/h. Até que...

 

In order to reach the valley one should descent, and of course there is a hard climb afterwards. No big deal, because after the Tax Office at the RS-020 and BR-285 crossing, the roads were very good and I could ride with a fantastic top speed of 20 km/h. Until…

 

 

 

 

 

Alguém lá na Prefeitura resolveu “melhorar” a estrada. Mas não para os ciclistas...

 

Someone at City Hall decided to “improve” the road. No improvement not for bicyclists!

 

 

 

 

No único trecho em que estava bom para se pedalar, a terra acabou sendo removida para nivelar os buracos. Resultado: uma boa escolha entre pedras e terra fofa para pedalar...

 

The only portion of the road that had been good for cycling was having the surface removed down to the level of potholes. The result? A Hobson's choice between soft ground and gravel for cycling…

 

 

 

 

 

 

 

 

Até que não foi tão ruim assim. O pequeno espaço que sobrou, mesmo na contramão, foi o suficiente para pedalar. E como não havia veículos na contramão...

 

Well, that was not that bad. The small portion left untouched was good enough for riding. Once there was no traffic at all I could ride on the wrong side of the road…

 

 

 

 

Seguindo a RS-020 em direção ao sul, encontramos vários sítios e fazendas. Algumas delas além da atividade agropecuária tradicional estão agora recebendo turistas para complementação da renda familiar. Uma pena que o caminho para chegar até lá é tão danado...

 

Along RS-020 heading south, I could see many farm houses. A few of them are now open for tourists, giving landowners additional income. Too bad the roads on the way are so terrible.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E eu finalmente consegui chegar no “fim do mundo” (risos). A divisa entre Cambará do Sul e São José dos Ausentes é o que eu posso dizer que é mais próximo disso. Um trecho absolutamente inóspito onde não há nem o trânsito de moradores locais. Eventualmente um ou outro caminhão carregado de toras gigantes de pinus cruza pela estrada, que é pura pedra e poeira.

 

And I finally got as close to "the end of the world” as someone can get: the border between São José dos Ausentes and Cambará do Sul! An absolutely tough environment were you don´t even see local citizens using the road. There is eventually a truck or two with timber driving through. Otherwise, it is just rock and dust.

 

 

 

 

 

 

Aquela “subidinha” ali depois da ponte seria apenas uma das muitas que viriam pela frente. E não tem escapatória. Mesmo com o escaldante sol do meio-dia o negócio é pedalar, digo, empurrar a bike, mesmo que a grande vontade seja encostar ela na beira da estrada e ficar simplesmente curtindo o rio e suas águas geladas.

 

That “little climb” you see after the bridge would be just one of the many I had to face again. There is no escape. Even with the scorching 12 o’clock sun and terrible heat, pedaling was the only thing to do. I should say pushing the bike, even though I had this wish to lay down by the river and keep my feet in the cold water.

 

 

 

 

 

Um pouco além da metade do caminho chegamos perto de um vilarejo chamado Ouro Verde. Seria mais um lugar de beleza excepcional, se não fosse por uma indústria gigante de celulose instalada no local.

 

Shortly after halfway to my destination, I passed a small village called Ouro Verde. It would be such a nice place with exceptional natural beauty if not for the presence of a huge paper mill plant there.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Desse local eu trago algumas lembranças. A primeira é que parece uma cidade de “faroeste”. Casas antigas e a maioria em madeira. A segunda é o desagradável aroma característico de locais onde existe indústria de celulose.

 

I brought a few memories from that place. One is that the village looks like the old towns of the west. Most of the houses are old and made of wood. Another is the characteristic odor in the air emanating from the paper industry.

 

 

 

 

 

 

A terceira e mais terrível de todas é que encarei o PIOR aclive da viagem. A subida do Ouro Verde é conhecida por motoristas, pedestres e ciclistas. Em uma pequena reta, eleva-se mais de 200 metros numa estrada de pedras soltas e poeira infernal produzida pelo tráfego constante de caminhões carregados de madeira. E com o calor na faixa de 35 graus, não foi algo que desejo repetir tão cedo...

 

The third and most terrible memory from that place is that I had to face the WORST climb of all the journey. The Ouro Verde hill is well-known by drivers, pedestrians and cyclists as well. In a short distance one ascends more than 200 meters on loose rocks and engulfed by a thick dust cloud made kicked up by the constant passage of timber trucks. The 35 degrees heat made me promise not to repeat that climb again too soon.

 

 

 

Mas, Cambará do Sul estava “logo” ali.

 

However, Cambará was already in sight.

 

 

 

 

Cambará do Sul é mundialmente conhecida pelo Parque Nacional dos Aparados da Serra onde está localizado o Cânion do Itaimbezinho, que não estava nos meus planos de visitação pois eu já estivera por lá várias vezes.

 

Cambará do Sul is known worldwide for its Aparados da Serra National Park where the Itaimbezinho Canion is located. I have been there many times before and had no plans to visit it this time.

 

 

 

 

Centro de Cambará na hora do rush – Downtown Cambará during rush hour

 

 

O final do dia foi destinado ao descanso. Em Cambará eu posso recomendar o ótimo atendimento e preços ótimos da Pousada Paraíso e as delícias da culinária gaúcha do Restaurante Costaneira, localizado na mesma quadra da pousada.

 

I took the rest of the day off. In Cambará I can suggest the great service and fair prices of Pousada Paraíso (a B & B) and the delicious gaucho cuisine from Restaurante Costaneira located on the same block as the Pousada.

 

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2137001

 

Estatísticas do dia:                                                 Stats of the day

Horário de saída: 08h15min (Ausentes – RS)            Departure time

Horário de chegada: 16h30min (Cambará – RS)       Departure time

Quilometragem total: 57,4 km                                Total distance

Tempo total de viagem: 8h15min                                     Total trip time

Velocidade média de viagem: 6,9 km/h                    Average speed

Tempo efetivo de pedal: 5h50min                           Effective riding time

Velocidade média efetiva de pedal: 9,8 km/h            Effective average riding speed

 

 

Dia 4 – Day 4

 

O dia seguinte amanheceu lindo e ensolarado como de costume e cedo fui para a estrada. Uma coisa eu tenho que admitir: fui preparado para chuva, frio e tempo ruim, como é usual naquela região (vide relatos anteriores). Mas para minha satisfação, só peguei tempo perfeito! Graças ao “patrão veio lá de riba” (como dizemos por aqui), não caiu uma só gota de chuva.

 

The day after began nice and sunny as usual, and I hit the road early. I have to admit: I was prepared for inclement weather; something very common in that part of the country (see previous reports of rain, wind and bad weather). But for my great satisfaction I only encountered perfect weather! Courtesy of the “Old Boss From Above” (as the gauchos refer to God) I did not have a single drop of rain.

 

 

 

 

O restante do caminho pela RS-020 até São Francisco de Paula foi quase perfeito. Não havia ventos, e as descidas (Finalmente! Descidas!) em estradas de asfalto permitiram uma alta média de velocidade sem muito esforço. Só para terem uma idéia, num determinado trecho a bike chegou a desenvolver uma máxima de 67 km/h (vide Sports Tracker) sem necessidade de pedalar.

 

The rest of the way to São Francisco de Paula using the RS-020 was almost perfect. There were no winds, and the descents (Finally! Descents!) on paved roads allowed me to ride fast and effortlessly. Just for the record ,for a short period of time I could zip along at up to 67 km/h (see Sports Tracker) without pedaling.

 

 

 

 

Eu digo “quase” porque o descaso governamental fez com que a outrora  perfeita rodovia RS-020 no trecho entre Tainhas e São Francisco de Paula se transformasse uma colcha de retalhos. Um verdadeiro “patchwork” de asfalto de diversos tipos. Chegou ao ponto de encontrarmos um trecho onde a sinalização indica “Fim do Asfalto” porque a pavimentação simplesmente acabou. Uma lástima!

 

But I did say “almost perfect.” The once-perfect paved RS-020 between Tainhas and São Francisco de Paula became a patchwork of asphalt due to lack of maintenance. Blame it on Mr. Government. I could even see signs saying “End of Asphalt” in one portion of the route. What a shame!

 

 

 

 

Claro que o pessoal acaba sabendo disso e evita o tráfego pela rodovia se possível. Quem leva vantagem nisso? Infelizmente, os ciclistas, pois trafegam em rodovias desertas.

 

Of course, many people get to know about the poor road conditions, and so they avoid driving there if possible. Who´s to profit? We cyclists! We get to ride on almost deserted roads!

 

 

 

 

 

 

 

 

São Francisco de Paula, também conhecida como “São Chico”, foi meu local de parada para o almoço. Como eu já estava perto de Canela meu destino final, resolvi apenas comer um pastel e um sorvete, sem esquecer é claro de beber muito líquido. Um litro de água no almoço, e mais meio litro antes de partir. Quem quiser maiores informações sobre a cidade pode acessar os outros relatos, cujos links foram informados no início da matéria.

 

Also known as “São Chico,” the city of São Francisco de Paula was my lunch stop. Once I was quite close to my final destination, Canela, I decided to eat only a “pastel” and an ice cream as a meal. Not to be forgotten was keeping hydrated—one liter of water during lunch and another half liter before leaving town. Anyone interested in additional info on São Chico can click on the other links I posted in the beginning of the report.

 

 

 

 

E depois de 35 km de muito calor pela RS-235 onde a bike parecia “grudar no asfalto” devido ao forte calor, chegamos a Canela onde foi ponto de partida.

 

Thirty-five kilometers and a lot of heat later down the RS-235,, where the bike seemed to “adhere in the asphalt” due to the high temperature, I reached the starting point in Canela.

 

 

 

 

Quatro dias e 332 km depois lá estava a Catedral de Pedra nos esperando, para completar o visual de o que pode se dizer que foi um Tour Perfeito pelas serras gaúchas.

 

Four days and 332 km later there it was the Stone Cathedral waiting for me to complete the portrait for what I can describe a Perfect Tour on the Gaúcho Mountains!

 

 

Catedral de Pedra – Canela, RS.  Stone Cathedral – Canela, RS.

 

Dali embarcamos de volta para Canoas, RS, com a certeza de termos realizado uma grande aventura e atingido os objetivos: chegar até Ausentes e fazer cicloturismo nas mais lindas paisagens da serra gaúcha.

 

From there I  drove back to Canoas, RS, with the satisfaction that we had had a great adventure and completed all the objectives: tour in the most beautiful places in the mountains, and get to São José dos Ausentes.

 

http://sportstracker.nokia.com/nts/workoutdetail/index.do?id=2137007

 

Estatísticas do dia:                                                 Stats of the day

Horário de saída: 08h15min (Cambará – RS)            Departure time

Horário de chegada: 16h00min (Canela – RS)           Arrival time

Quilometragem total: 108,5 km                              Total distance

Tempo total de viagem: 7h45min                                     Total trip time

Velocidade média de viagem: 14,0 km/h                  Average speed

Tempo efetivo de pedal: 6h10min                           Effective riding time

Velocidade média efetiva de pedal: 17,5 km/h          Effective average riding speed

 

Quilometragem total final: 332 km       Total ride distance

Pneus furados: nenhum                       Flat tires

Incidentes: nenhum                                      Incidents: none

Diversão: 100%                                 Fun: 100%

 

Dicas:

- Um vídeo de aproximadamente 6 minutos com algumas imagens do tour está no Yoube em: http://www.youtube.com/watch?v=HrNZOAPGHeE

 

- Quem desejar fazer o mesmo trajeto poderá baixar os arquivos de rotas para GPS direto do site do Sports Tracker.

 

- Os mais interessados na “pedreira”  que tratem de aproveitar logo. Alguns trechos de estrada estão sendo preparados para pavimentação, o que ocorrerá em breve.

 

Tips:

- Here´s a 6 minute vídeo at Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=HrNZOAPGHeE

- Anyone interested in riding the same routes can download the GPS track files from the Sports Tracker website.

- Hurry! The road is being prepared for pavement. Soon there will be no loose gravel in the way!

 

 

Espero que todos tenham apreciado. Obrigado pela atenção um abraço e até a próxima cicloviagem!

 

I hope you all have enjoyed this report. Thank you very much coming along, and I will see you on the next tour!

 

 

 

 

Marcos Netto

Março 2010 – March 2010