Realizei no dia 17 de janeiro de 2009 a tradicional Pedalada Serramar, versão 2009. O roteiro é um dos mais conhecidos e apreciados pelos bikers do RS. Parte de São Francisco de Paula na serra gaúcha e vai até o litoral norte. No meu caso, a chegada seria na praia de Arroio do Sal, distante  mais de 100 km.

 

Estatísticas:

Distância total: 130 km

Canoas ~ Porto Alegre: 19 km

Porto Alegre ~ São Francisco: embarcado

São Francisco ~ Arroio do Sal: 111 km

 

Tempo de pedalada: 4h16min

Média de pedal: 18,10 km/h

Tempo total de passeio: 8h12min

Média efetiva de pedal: 13,87 km/h

Velocidade máxima: 56,5 km/h

Bike: Trek 4500 ano 2007, toda original exceto por guidão riserbar Truvativ e par de pneus Maxxis Wormdrive.

Pneus furados: zero

Diversão: 100%

 

Após chegar a Porto Alegre juntei-me com alguns integrantes do Poabikers que estariam comigo em "parte" do trecho. Desmontamos as bikes e colocamos no bagageiro do ônibus.

 

 

Como era a primeira vez que eu realizava esta "operação perigosa", me deu um certo pavor...

 

 

Mas felizmente havia pouca bagagem no ônibus e as bikes foram bem folgadas e arrumadas.

 

 

Chegamos a São Chico lá pelas 9 horas e em seguida já estávamos prontos para a indiarada. Abaixo, foto tradicional no também tradicional monumento ao tropeiro no centro da cidade.

 

 

A magrela. Sã e salva após a viagem, já preparada para o desafio... LOL

 

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Aparentemente a bike está "pesada". Mas o bagageiro de canote é bem leve e a bolsa não tem mais do que um anorak, protetor solar e alguns alimentos bem calóricos para aquela fome que vem ao longo do dia.

 

 

O grupo logo se distanciou de mim, pois ele tem um estilo mais "furioso" para pedalar. Enquanto eles socam a bota e pedalam num ritmo forte, eu vou numa marcha bem mais tranqüila, apreciando a paisagem, fotografando, filmando, sem pressa.

 

 

Para quem quiser ver o vídeo (apenas 2 minutos), basta clicar AQUI.

 

 

Meu almoço foi constituído de um saudável e calórico pastel do Café Tainhas. Geralmente não costumo comer alimentos pesados, pois a digestão é demorada e perde-se muito tempo. Vou levando o dia com castanhas, bananas, balas de goma e eventualmente um gel energético.

 

 

 

A paisagem dessa região me agrada muito. Uma imensidão a perder de vista. Mesmo num dia nublado (ideal para pedalar) existe uma beleza e uma tranqüilidade por todo o lugar.

 

 

 

Estradas sempre tranqüilas. Acostamento perfeito!

 

 

O único inconveniente é que estamos sempre a "meio-caminho" de lugar nenhum. Planejar o passeio e força nas canelas é fundamental. Pelo menos para conseguir voltar ou chegar ao destino.

 

 

Mas sem qualquer dúvida, a melhor parte do passeio é a descida da serra pela rodovia RS-486, mais conhecida como Rota do Sol.

 

 

 

São cerca de 10 km de declive numa estrada que vai costeando a serra, passando entre e por dentro dos morros. Sim. Por dentro. Existem dois túneis no trajeto, ambos em curva e declive. Um espetáculo para quem gosta de velocidade.

 

Para quem desce a serra pela primeira vez, recomendo ir parando para apreciar a vista, nos diversos pontos de refúgio existentes.

 

 

Como eu já fiz essa descida várias vezes, resolvi fazer algo diferente. Montei na bike, segurei no guidão e soltei os freios... Desci os quase 10 km de uma tocada só!

 

Foi um bocado divertido rasgar a estrada a quase 60 km/h sem precisar pedalar. Os meus camaradas do Poabikers estavam parados em um dos refúgios, e devem ter me achado meio maluco quando passei berrando a plenos pulmões por eles. Uma pena que não tenho fotos nem vídeos disso. Mas não sou doido suficiente para tentar fotografar e pilotar uma bike a 60 km/h...

 

Já embaixo da serra resolvi esperar os colegas descerem. Como o calor ficou danado, resolvi tomar um bom banho de rio num dos diversos pontos por onde o rio corre entre a serra. Nada mal: temperatura ambiente em mais de 30 graus e a água bem gelada! Quando encontrei o pessoal novamente, fiquei sabendo que eles gastaram 30 minutos (o tempo que molhei o esqueleto no rio) consertando um pneu furado. Em pleno sol... É muito azar...

 

Buenas, a partir do pé da serra até o litoral são cerca de 50 km de asfalto praticamente plano. Mas como nem tudo é o que parece, o calor ficou infernal entre os morros. Para completar, o vento nordeste pegou lateralmente o grupo com tudo nos últimos 15 km. Uma tortura que levou dois deles a empurrarem as bikes por uns 5 km até chegarem ao trecho que rumaria para o sul.

 

Ali nos separamos e eu fui para onde? Para o nordeste, é claro... Quando está ruim, pode ficar pior. E os últimos 10 km que percorri foram contra o vendo e ainda com um trecho de 3 km com lindas costeletas formadas pelo vento sobre a areia. Um belo castigo para os meus joelhos já bem cansadinhos.

 

Cheguei ao meu destino por volta de 18h30min. Cansado, mas com a certeza de que foi um grande dia. E já pensando na hora de fazer tudo outra vez.

 

Ah! Um "agrado" ao patrocinador. Passamos por Itati, RS, cidade que deu origem a marca de água mineral que tomamos por aqui. E como "cara-de-pau" que sou não podia perder a oportunidade...

 

LOLLOLLOLLOL

 

 

Abraço e até a próxima!